TSE aponta idade média de 46 anos entre os eleitos em 2024

Renovação e inclusão marcam o perfil dos eleitos em 2024
TSE aponta idade média de 46 anos entre os eleitos em 2024.
TSE aponta idade média de 46 anos entre os eleitos em 2024. (Foto: Antonio Augusto / Ascom TSE)

As Eleições Municipais de 2024 apresentaram um rejuvenescimento e maior diversidade nos perfis escolhidos para prefeito, vice-prefeito e vereador. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a idade média dos eleitos caiu para 46 anos, enquanto em 2012 era de 56. A faixa etária abaixo dos 39 anos foi a que mais cresceu, acompanhada de um aumento significativo na representatividade feminina e étnica.

Alterações por faixa etária

• Prefeitos: Eleitos até 29 anos triplicaram, de 36 em 2020 para 119 em 2024. Já os eleitos acima de 60 anos caíram 29%, e os acima de 70 anos, 38%.

• Vices: Jovens até 29 anos triplicaram, enquanto eleitos com mais de 70 anos diminuíram.

• Vereadores: Representação de candidatos até 39 anos cresceu, enquanto faixas acima de 60 tiveram redução.

Participação feminina

• Prefeitas: Aumentaram 7%, totalizando 728 eleitas.

• Vices: Crescimento de 15%, com 1.066 eleitas.

• Vereadoras: Alta de 12%, totalizando 10.537 mulheres eleitas, embora homens ainda sejam maioria (47.189).

Diversidade étnica

• Prefeitos: Eleitos brancos caíram 3%, enquanto indígenas subiram 12% e pretos, 14%.

• Vices: Eleitos pretos cresceram 38%, maior alta entre grupos.

• Vereadores: Indígenas (+31%) e pretos (+11%) registraram os maiores avanços.

Grau de instrução dos eleitos

• Prefeitos: 59% têm ensino superior completo.

• Vices: 47% com ensino superior completo.

• Vereadores: Ensino médio completo é predominante (38%), seguido por superior completo.

Perfil do eleitorado

• Jovens de 16 e 17 anos: Crescimento de 78% no número de aptos a votar, alcançando 1,8 milhão.

• Idosos acima de 70 anos: Eleitorado cresceu 12%, totalizando 15,2 milhões.

• Nível educacional: 27% do eleitorado tem ensino médio completo, enquanto 10,75% possuem ensino superior.

As mudanças refletem avanços na inclusão e diversidade, com impacto direto no perfil político brasileiro.