Tecnologia avança, mas bem-estar lidera demanda no trabalho

Estudo revela foco em bem-estar e desafios na gestão de RH
SWXL: evento divulgou pesquisa de benefícios e gestão de RH
SWXL: evento divulgou pesquisa de benefícios e gestão de RH (Foto: Bruno Mooca/Divulgação)

No encontro do SWLX, realizado no Masp, o Planeta Firma - Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas, elaborado pela Swile com a Leme Consultoria, destacou que a transformação digital no RH continua firme, mas os trabalhadores priorizam o bem-estar. O evento apresentou um panorama sobre a gestão de pessoas no Brasil, com base na pesquisa que englobou 1.064 empresas e 769 trabalhadores, somando mais de 1,1 milhão de colaboradores impactados.

Apesar do alto investimento em inteligência artificial e People Analytics pelas empresas, a pesquisa revela um descompasso: enquanto 79,5% das organizações recorrem à tecnologia, 44,5% dos profissionais ainda buscam inovações que de fato melhorem sua experiência laboral. O foco não está na tecnologia em si, mas em melhorias práticas como planejamento de carreira e saúde mental.

O estudo evidenciou que benefícios flexíveis são desejados por 41% dos trabalhadores, mas apenas 33% das empresas os oferecem. Além disso, há um descompasso em planos de cargos e salários, com 72% das empresas alegando tê-los estruturados, mas 37% dos colaboradores não vendo isso na prática.

Julio Brito, CEO da Swile, destacou a necessidade de alinhar intenções corporativas com as experiências reais dos funcionários. Segundo ele, o desafio do RH é tornar as políticas percebidas e impactantes no cotidiano dos trabalhadores.

Na busca por bem-estar, 85,2% das empresas já investem em inovações nesse campo, enquanto 62,9% dos funcionários apontam essa área como prioritária. Renan Sinachi, da Leme Consultoria, afirma que bem-estar virou estratégia essencial, influenciando diretamente na retenção e engajamento das equipes. A atualização da NR-1, que amplia a atenção para riscos psicossociais, impulsiona essa tendência.

O conceito de 'humano turbinado' emerge, com profissionais combinando habilidades humanas e digitais. Cassia Camila Machado, da Agricopel, questiona se as empresas estão prontas para esse novo perfil ou se ainda operam em modelos obsoletos.

Enquanto a digitalização do RH é evidente, como analisa Fernando Sollak da TOTVS, o foco permanece na experiência humana e em um RH que equilibre tecnologia e humanidade.