Senador Marinho critica campanha por taxação de ricos promovida pelo PT
Segundo ele, iniciativa é vista como uma estratégia para promover a divisão social e racial no país.
O senador Rogério Marinho, do PL-RN, lançou duras críticas à campanha promovida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em defesa da taxação dos super-ricos. Segundo Marinho, a iniciativa é vista como uma estratégia para promover a divisão social e racial no país.
Nas declarações feitas em suas redes sociais, Marinho apontou que a campanha defendida pelo PT busca estabelecer um cenário de confronto entre diferentes grupos da sociedade, como pobres e ricos, negros e brancos, empregadores e trabalhadores. Para o senador, essa abordagem representa um "filme ruim" que, no final, resulta em prejuízos para o Brasil como um todo.
A crítica de Marinho surge no mesmo dia em que ativistas da Frente Povo Sem Medo ocuparam a sede do banco Itaú BBA, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em um protesto pela taxação das grandes fortunas. O senador ressaltou que, na sua percepção, existe um tratamento desigual em relação às manifestações políticas no país, apontando para a necessidade de uma maior isonomia nesses casos.
Campanha do PT e Reações
O PT tem promovido, nas últimas semanas, a campanha intitulada "Taxação BBB: Bilionários, Bancos e Bets", com o intuito de sensibilizar a população em favor de uma reforma no Imposto de Renda que resulte em uma carga tributária mais pesada para os setores mais abastados da sociedade. A propaganda petista, inclusive, conta com peças produzidas por inteligência artificial.
Uma das peças mais compartilhadas da campanha faz uma analogia entre a divisão da conta em um bar e a carga tributária brasileira, alegando que os menos favorecidos acabam arcando proporcionalmente com mais impostos do que os mais ricos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva endossou a iniciativa ao exibir um cartaz com os dizeres "Taxação BBB" durante uma visita à Bahia, ressaltando a importância da justiça tributária e da redução das desigualdades.
Por outro lado, a campanha do PT também gerou reações entre adversários políticos. O governador de Minas Gerais pelo Novo, Romeu Zema, criticou a proposta como apenas "blá-blá-blá" e acusou o governo anterior de não ser transparente sobre as verdadeiras origens do desequilíbrio fiscal no país. Além disso, uma federação composta por União Brasil e Progressistas lançou outra peça publicitária, semelhante à do PT, destacando a questão dos impostos e dos gastos do governo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou, reforçando a narrativa petista. Destacou a necessidade de um ajuste fiscal que tenha como foco principal as camadas mais abastadas da sociedade e defendeu uma maior justiça tributária como forma de manter o equilíbrio das contas públicas no país.