Presidente do Líbani critica Hezbollah e pede negociação

Presidente libanês defende saída diplomática para conflitos no país.

Joseph Aoun, presidente do Líbano, manifestou sua insatisfação com a influência de atores externos no país, como o Hezbollah. Em entrevista à CNN, Aoun destacou que a população libanesa está exausta dos conflitos impulsionados por interesses que não são os seus. Ele enfatizou a necessidade de soluções diplomáticas para superar as tensões regionais.

Eleito em janeiro de 2025, Aoun criticou abertamente o papel do Hezbollah e a interferência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Segundo ele, o Líbano tem sido usado como uma peça de negociação internacional, algo que considera inaceitável. “Este é nosso país”, declarou, dirigindo-se aos grupos externos que influenciam a política local.

Aoun não descartou um encontro histórico com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, mas condicionou isso a acordos prévios. Ele também criticou a ideia de vincular a retirada israelense do território libanês a negociações mais amplas entre Estados Unidos e Irã.

Sociedade libanesa cansada

O presidente libanês relatou conversas com cidadãos de várias comunidades, incluindo xiitas, que expressaram cansaço com os conflitos contínuos contra Israel. Segundo ele, muitos libaneses se sentem esgotados pelas destruições frequentes causadas pela guerra.

Aoun também questionou diretamente a sociedade israelense sobre o estado contínuo de conflito desde 1948 e defendeu um canal de diálogo para alcançar estabilidade duradoura. Ele alertou que sem disposição mútua para negociações, não haverá paz ou segurança real.

Apesar das críticas aos confrontos contínuos entre o Hezbollah e Israel, Aoun acredita que existe uma oportunidade para encerrar esse ciclo violento. Ambos os povos compartilham um desejo comum por estabilidade e precisam decidir entre continuar em guerra ou buscar avanços diplomáticos.