Piauí amplia monitoramento climático com 60 novas estações
Investimento histórico melhora a previsão meteorológica no estado nordestino.
O estado do Piauí está prestes a transformar sua capacidade de monitoramento climático com a instalação de 60 novas estações automáticas, marcando o maior investimento já realizado no setor. Essa iniciativa resulta de parcerias entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Governo do Piauí, por meio da Secretaria Estadual de Defesa Civil.
Segundo Werton Costa, diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, o projeto prevê a implementação de 22 estações pluviométricas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) entre 2025 e 2026. A instalação beneficiará principalmente os municípios situados nas regiões Norte e Centro-Norte do estado.
Além disso, o Inmet, em colaboração com a Eletrobras e com o apoio dos comitês de bacias dos rios Parnaíba e São Francisco, vai instalar 38 estações meteorológicas avançadas no Piauí. Esses equipamentos são projetados para registrar dados detalhados sobre vento, chuva, temperatura e umidade do ar, bem como a umidade e a temperatura do solo, dados essenciais para a agropecuária e a geração de energia.
“Com as 38 novas estações do Inmet, somadas às 22 do Cemaden, o Piauí aumentará sua capacidade de monitoramento em mais do que o dobro. Esse é um marco histórico para o estado, pois muitos municípios que antes não eram contemplados por políticas públicas de monitoramento agora serão incluídos”, destacou Werton Costa.
Municípios como Dom Inocêncio, Monsenhor Hipólito, Guaribas e Fartura do Piauí, localizados no semiárido e frequentemente afetados por longos períodos de estiagem, estão entre os beneficiados pelo projeto.
Este investimento faz parte de um projeto nacional que visa a instalação de 220 estações meteorológicas em todo o Brasil, financiado com recursos do Fundo de Privatização da Petrobras. Os dados gerados serão públicos e atualizados diariamente, beneficiando não apenas a Defesa Civil, mas também setores como recursos hídricos, agricultura, pecuária e geração de energia elétrica.
“Esse grande avanço permitirá decisões mais rápidas e eficazes, fortalecendo a gestão de riscos e desastres no Piauí”, concluiu o diretor.