Pesquisa aponta visões divergentes sobre segurança pública e impostos
Tópicos geram opiniões divergentes em relação aos governos de Lula e Jair Bolsonaro.
Uma pesquisa recente da AtlasIntel/Bloomberg revelou que questões relacionadas à segurança pública, impostos e controle fiscal geram opiniões divergentes em relação aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Pontos negativos e positivos
Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados consideram que a segurança pública regrediu durante o mandato atual, enquanto 40% enxergam melhorias ou preferem a situação sob a gestão de Lula. No que diz respeito aos impostos, 54% acreditam que a administração de Bolsonaro foi mais eficiente.
Desempenho em controle de gastos
Quando se trata de responsabilidade fiscal e controle de despesas, 53% dos participantes avaliam que o governo Lula teve um desempenho inferior ao seu antecessor. Por outro lado, áreas como moradia, turismo, cultura, direitos humanos e igualdade racial são apontadas como pontos fortes da administração atual.
A pesquisa, realizada com 2,6 mil entrevistados entre 27 e 30 de junho, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Opinião sobre o aumento do IOF durante o governo Lula
Outro ponto abordado pela pesquisa é o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) proposto durante o governo Lula, considerado um erro por 52% dos brasileiros, enquanto 44% aprovam a medida.
O tema ganhou destaque após o Congresso Nacional revogar o decreto de Lula, levando-o a recorrer ao STF para reverter a decisão. A pesquisa, realizada entre os dias 27 e 30 de junho, ouviu 2.621 pessoas, com apenas 4% sem opinião formada.
Outras ações do governo receberam amplo apoio, como a Farmácia Popular gratuita (85% de aprovação), isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil (77%) e a remoção de garimpeiros de terras indígenas (73%). Programas como Minha Casa Minha Vida, Desenrola, FGTS e Mais Médicos também foram bem avaliados.
Por outro lado, medidas como o novo arcabouço fiscal, controle de transações via Pix acima de R$ 5 mil e cotas para detentos em licitações geraram opiniões divididas, sendo o aumento do IOF a medida mais rejeitada.