Número de internações por envenenamento no Piauí nos últimos 10 anos preocupam
Cenário representa uma média de duas internações por mês devido à ingestão de substâncias tóxicas.
Entre 2015 e 2024, o estado do Piauí registrou um total de 358 internações relacionadas a envenenamento. Dentro deste número, pelo menos 72 casos foram intencionais, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). As informações são do g1.
Esse cenário representa uma média de duas internações por mês devido à ingestão de substâncias tóxicas ou a reações adversas graves. Um dos casos mais notórios ocorreu em Parnaíba, entre 2024 e 2025, quando Francisco de Assis Pereira da Costa e Silva e Maria dos Aflitos Silva foram acusados de envenenar 10 pessoas, resultando em oito óbitos, incluindo sete familiares e uma vizinha.
O estudo da Abramede abrange intoxicações por uma variedade de fontes, como álcool, drogas, pesticidas, medicamentos, e outras substâncias químicas e biológicas.
Contato com animais peçonhentos é uma preocupação significativa
De acordo com a médica Cintia Maria, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Piauí (Citox), de janeiro a agosto de 2025, muitos casos de envenenamento no estado foram relacionados à ingestão de substâncias tóxicas potentes ou ao contato com animais peçonhentos.
- Medicamentos: representam 34,2% dos registros;
- Animais peçonhentos, como escorpiões e serpentes: 20,3%;
- Raticidas, incluindo "chumbinho": 13,9%;
- Produtos de limpeza: 7,6%;
- Outros casos: envolvem agrotóxicos, cosméticos, plantas tóxicas, produtos químicos domésticos/industriais, além de intoxicações acidentais com cimento e óleo diesel.
Os sintomas de intoxicação podem incluir suor excessivo, náuseas, vômitos, fraqueza, dificuldade respiratória, convulsões, dor intensa e alterações neurológicas, como visão turva e salivação intensa.
Para prevenir envenenamentos, Cintia recomenda manter casas e quintais limpos, usar botas, luvas e roupas adequadas em áreas de risco, armazenar produtos de maneira segura, e manter venenos fora do alcance de crianças e animais. Ler atentamente os rótulos e bulas também é fundamental para garantir segurança.