Mesmo liderando, produção piauiense de carnaúba sofre redução de 7,4% em 2024

Em 2024, o estado comercializou 8,04 mil toneladas do produto.
Mesmo liderando, produção piauiense de carnaúba sofre redução de 7,4% em 2024.
Mesmo liderando, produção piauiense de carnaúba sofre redução de 7,4% em 2024. (Foto: Reprodução)

O Piauí mantém sua posição como o maior produtor de pó de carnaúba do Brasil, contribuindo com 53,5% da produção nacional. Em 2024, o estado comercializou 8,04 mil toneladas do produto.

Apesar dessa liderança, a produção total de pó de carnaúba no Piauí experimentou uma queda de 7,4% em comparação ao ano de 2023, refletindo uma tendência de retração nesse setor.

Outro produto afetado pelo declínio no extrativismo piauiense foi o carvão vegetal. Dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção desse material caiu 73% ao longo de 10 anos.

No cenário nacional, o município de Piracuruca, no Piauí, destaca-se como o maior produtor de pó de carnaúba, com 394 toneladas.

Pedro Andrade, Chefe da Seção de Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Piauí, apontou fatores como a diminuição na demanda e a falta de mão de obra como responsáveis pela queda na produção de pó de carnaúba. A contratação de pessoal ficou mais onerosa devido às exigências trabalhistas.

Apesar das dificuldades, o valor da produção de carnaúba no Piauí cresceu 2,7% em 2024, alcançando R$ 122,3 milhões, embora ainda abaixo dos números registrados entre 2019 e 2022.

A produção brasileira de pó de carnaúba totalizou 15,04 mil toneladas em 2024, apresentando uma redução de 5,6% em relação ao ano anterior. Dentre os principais estados produtores, somente o Rio Grande do Norte teve um aumento, com um crescimento de 20% na produção.

Produção de carvão vegetal despenca no Piauí

O levantamento do IBGE também destaca a significativa queda na produção de carvão vegetal. Em 2024, a produção atingiu 41,7 mil toneladas, uma redução de 73,06% comparada a 2015, quando a produção era de 154,8 mil toneladas.

Essa diminuição impactou o valor de mercado do carvão vegetal, que despencou de R$ 86,9 milhões em 2015 para R$ 48,9 milhões em 2024.

Corrente é a cidade piauiense com a maior produção de carvão vegetal, somando 7,7 mil toneladas, o que representa 18,4% do total do estado. A cidade é seguida por Nazaré do Piauí, Porto Alegre do Piauí e Parnaguá, com produções de 5,5 mil, 5,2 mil e 5,1 mil toneladas, respectivamente.