Lula já tem substituto para Padilha, mas mantém mistério
Presidente Lula revela escolha, mas mantém segredo sobre substituto de Padilha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu ao afirmar, em entrevista nesta quinta-feira (27), que já tem em mente quem assumirá o cargo de Alexandre Padilha na pasta de Relações Institucionais. No entanto, Lula preferiu manter o suspense, pois ainda não teve a oportunidade de comunicar diretamente a escolha à pessoa selecionada.
A escolha estratégica de Lula
Segundo Lula, ele “já tem a pessoa escolhida, mas não posso avisar porque não conversei com a pessoa ainda. Não quero que a pessoa saiba que ele vai ser ministro ou ela vai ser ministra pela Record. Quero que saiba da minha boca”, ressaltou o ex-presidente em entrevista ao programa Balanço Geral Litoral, da TV Record.
Entre os nomes cotados para ocupar o cargo antes anunciado por Padilha, estão a deputada Gleisi Hoffmann (PR), atual presidente nacional do PT, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL).
A mudança na pasta de Relações Institucionais
Com a demissão de Nísia Trindade do Ministério da Saúde na última terça-feira (25), a transição de Padilha para a nova função está marcada para o dia 6 de março, de acordo com informações do Planalto.
Padilha, que é formado em Medicina com especialização em Infectologia pela Universidade de São Paulo (USP), além de especializado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), já ocupou o cargo de ministro da Saúde durante o governo de Dilma Rousseff (PT) entre os anos de 2011 e 2014.
A busca por "mais agressividade política"
Em relação à saída de Nísia Trindade, Lula justificou a necessidade de mais "agressividade política" em seu governo. O presidente afirmou que estava buscando maior agilidade e rapidez nas ações políticas, destacando a importância de mudanças nesse sentido.
“A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas estou precisando de um pouco mais de agressividade na política, que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez. E, por isso, estou fazendo algumas trocas. Espero que, depois do Carnaval, eu conclua o que quero mudar”, finalizou Lula.