Lula adota cautela em críticas a Trump durante negociações
Estratégia tem como objetivo facilitar negociações tarifárias entre os países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ajustando o tom de suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esta estratégia acontece após um encontro na Casa Branca, com o objetivo de facilitar negociações tarifárias entre os dois países.
Durante um período de 30 dias, estabelecido após a reunião, Lula buscará evitar discursos ofensivos. Em abril, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Lula havia criticado Trump por suas ameaças de guerra, afirmando que ele não foi eleito como "imperador do mundo".
No encontro na Casa Branca, Lula propôs um prazo para que as equipes do Brasil e dos Estados Unidos discutam tarifas. Ele enfatizou que a média das tarifas sobre produtos americanos é de 2,7%, embora algumas taxas possam chegar a 12%.
Além das tarifas, o governo brasileiro deseja evitar que os EUA classifiquem facções criminosas brasileiras como terroristas. Também busca encerrar investigações sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, relacionada a possíveis barreiras comerciais, incluindo o modelo Pix.
Embora temas complexos tenham sido discutidos, questões como o Pix e a classificação de facções criminosas não foram abordadas. Lula mostrou otimismo após o encontro, afirmando que tanto ele quanto Trump estavam confiantes em um avanço positivo.
Sobre as reservas brasileiras de terras raras, Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, sem restrições. Ele afirmou que o Brasil pretende beneficiar e refinar minerais críticos, em vez de apenas exportá-los, garantindo ganhos significativos para o país.