Justiça nega recurso e mantém Bruno Henrique como réu por estelionato
Jogador é suspeito de ter forçado um cartão amarelo durante uma partida contra o Santos.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu na quarta-feira (10) manter o atacante do Flamengo, Bruno Henrique, como réu em um caso de estelionato. A defesa do jogador havia recorrido da decisão, mas o tribunal rejeitou o pedido.
A acusação contra Bruno Henrique envolve a suspeita de que ele teria forçado um cartão amarelo durante uma partida contra o Santos no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, com o intuito de beneficiar apostadores. Apesar da alegação dos advogados de que as casas de apostas, supostas vítimas, não formalizaram queixas contra o jogador, o desembargador Jair Soares argumentou que essas empresas emitiram alertas às autoridades.
Na decisão, Soares destacou que não é necessária uma formalidade específica para a representação em crimes de ação penal pública condicionada. Segundo ele, basta demonstrar o interesse inequívoco da vítima na investigação penal.
Além de Bruno Henrique, outras oito pessoas seguem como rés no caso, incluindo seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior e sua cunhada Ludymilla Araújo Lima. Se condenados, eles podem enfrentar penas que variam entre um e cinco anos de prisão.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já havia encerrado a questão na esfera esportiva em novembro de 2025, condenando Bruno Henrique ao pagamento de R$ 100 mil sem impor suspensão. O atacante permanece apto a jogar.
Bruno Henrique tem contrato com o Flamengo até 2027, após renovação anunciada pelo clube em maio deste ano. Desde sua chegada em 2019, ele acumulou 17 títulos e se consagrou como um dos grandes ídolos do time carioca.