Jair Bolsonaro planeja apoiar Eduardo nos EUA e recebe propostas de doações
Parlamentar pediu licença do cargo no Brasil, alegando perseguição judicial.
O ex-presidente Jair Bolsonaro revelou sua intenção de custear a estadia de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, após o parlamentar pedir licença do cargo no Brasil, alegando perseguição judicial. Bolsonaro negou que o partido vá assumir os custos de Eduardo, que deixará de receber salário durante o período de afastamento. No entanto, o ex-presidente afirmou ter recebido contatos de apoiadores e amigos dispostos a contribuir financeiramente para manter o deputado no exterior.
Ofertas de ajuda financeira e polêmicas anteriores
No ano anterior, um relatório do Coaf apontou transações atípicas na conta bancária de Jair Bolsonaro, totalizando R$ 17,2 milhões por meio de Pix, relacionadas a multas recebidas durante seu mandato. Essas movimentações, segundo o Coaf, estariam ligadas à arrecadação para quitar as penalidades, como a infração de não usar máscara em público durante a pandemia de Covid-19.
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro cogitou buscar asilo político nos EUA, citando falta de segurança para fazer oposição no Brasil, e criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O ex-presidente, por sua vez, afirmou que o governo americano poderia conceder asilo a Eduardo, mencionando a boa relação com Trump e a retenção de seu próprio passaporte devido a investigações.
Em um evento no Congresso, Bolsonaro expressou confiança de que os EUA estariam dispostos a dar asilo ao deputado, ressaltando a proximidade diplomática entre os dois países. A gratidão a Trump foi destacada pelo ex-presidente, evidenciando a importância de ter apoio internacional para a família Bolsonaro.