Haddad descarta recessão no Brasil devido à guerra comercial entre China e EUA
Ministro da Fazenda enfatizou sua confiança na resiliência da economia nacional.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , em evento especial da CNN, descartou qualquer possibilidade de recessão econômica no Brasil causada pela escalada da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Em declarações durante o “CNN Talks – Especial CNN Money: Pulso Econômico | As Novas Regras do Jogo”, Haddad enfatizou sua confiança na resiliência da economia nacional diante do cenário internacional turbulento.
Riscos e oportunidades
Segundo Haddad, apesar das tensões comerciais em curso, ele não enxerga um cenário de recessão para o Brasil. Ele ressaltou a importância de monitorar de perto a evolução dessas tensões e acredita que as tarifas mútuas impostas pelas superpotências não devem perdurar, devido aos impactos negativos nas cadeias globais de produção.
Além disso, o ministro destacou que, caso a disputa tarifária se intensifique, os riscos seriam mais globais do que locais, afetando diversas economias ao redor do mundo, e não somente a brasileira.
O governo federal, por sua vez, vislumbra uma oportunidade de expandir as exportações brasileiras diante do clima de tensão comercial entre as duas maiores economias globais.
Neutralidade estratégica
Em consonância com as declarações de Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou uma postura de neutralidade em relação ao conflito comercial, ressaltando a importância de manter relações comerciais tanto com os Estados Unidos quanto com a China. Lula enfatizou a necessidade de fomentar as negociações e parcerias comerciais, priorizando os interesses dos empresários brasileiros envolvidos nos processos de importação e exportação.
“Eu quero vender e comprar. Eu não quero fazer opção entre Estados Unidos ou China. Eu quero ter relações com os Estados Unidos, quero ter relação com a China. Eu não quero ter preferência sobre um ou sobre outro. Quem tem que ter preferência são os meus empresários que querem negociar”, afirmou Lula durante uma entrevista à imprensa, ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric.