Ex-gerente é preso por furto de R$ 443 mil e suspeita de incêndio criminoso

Após os crimes, o suspeito chegou a viajar para SP, mas retornou para Picos nesta semana.
Ex-gerente é suspeito de ser o responsável por incêndio que atingiu estabelecimento.
Ex-gerente é suspeito de ser o responsável por incêndio que atingiu estabelecimento. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Um ex-gerente de um posto de combustíveis foi preso preventivamente na terça-feira (25) em Picos, no Piauí, sob suspeita de desviar aproximadamente R$ 443 mil do estabelecimento. Além disso, ele é investigado por ter provocado um incêndio em seu escritório para tentar alterar a cena do crime, segundo a Polícia Civil.

Esquema de desvio de dinheiro

De acordo com o delegado Jônatas Brasil, da Delegacia Especializada em Crimes contra o Patrimônio (Depatri), o ex-gerente abordava clientes empresariais do posto, oferecendo descontos de até 20% no pagamento de abastecimentos. No entanto, ao receber os valores, ele não os repassava ao proprietário do posto.

“O suspeito entrava em contato com responsáveis por frotas abastecidas no posto e oferecia descontos de 10%, 15%, 20%. Assim que recebia os pagamentos, ficava com o dinheiro e não repassava ao estabelecimento. Foram diversas subtrações de valores”, explicou o delegado.

Além disso, o ex-gerente convencia uma funcionária a ajudá-lo quase diariamente. Ele solicitava que retirasse dinheiro do caixa, depositasse na conta pessoal dela e, em seguida, realizasse transferências para a conta dele.

Outro ponto investigado é que ele reteve cheques no valor de R$ 308 mil, que deveriam ser entregues ao dono do posto. A demora na prestação de contas fez com que o proprietário, que mora fora do Piauí, começasse a suspeitar da situação e procurasse a polícia.

Incêndio suspeito

Segundo as investigações, quando o proprietário do posto informou que iria pessoalmente a Picos para verificar a situação, um incêndio misterioso ocorreu no escritório do ex-gerente.

A Polícia Civil identificou que, logo após o fogo, ele impediu que as funcionárias chamassem a polícia e solicitou que lavassem o local, dificultando o trabalho da perícia.

O suspeito ainda tentou convencer as autoridades de que os cheques de R$ 308 mil foram queimados no incêndio. No entanto, os investigadores descobriram que, antes do ocorrido, ele pegou R$ 40 mil emprestados e entregou os cheques como garantia ao credor.

Os cheques foram recuperados pela polícia, e a pessoa que os recebeu confirmou a versão da investigação.

Após o crime, o ex-gerente viajou para São Paulo, mas retornou a Picos na segunda-feira (24), sendo preso no dia seguinte.