Especialista critica formato dos campeonatos estaduais no futebol brasileiro
Para Somoggi, a visão dos estaduais como vitrines para campeões do Brasileirão está ultrapassada.
O sócio da empresa especializada em marketing esportivo, Amir Somoggi, trouxe à tona críticas contundentes aos tradicionais campeonatos estaduais no cenário esportivo brasileiro. Em participação no programa CNN Esportes S/A , Somoggi apontou a obsolescência dessas competições e a baixa rentabilidade associada a elas.
A Obsolescência dos Campeonatos Estaduais
Para Somoggi, a visão dos campeonatos estaduais como vitrines para os campeões do Brasileirão está ultrapassada. Ele ressalta a previsibilidade dos resultados, citando times como Palmeiras, Flamengo e Botafogo como os frequentes vencedores. Além disso, dados de audiência do Ibope indicam que tais competições ocupam apenas a quinta posição no valor percebido pelos torcedores.
A Baixa Rentabilidade e a Disparidade Financeira
Um dos principais pontos de crítica reside na discrepância financeira em relação a torneios de maior relevância, como o Brasileirão. Somoggi aponta que os clubes dependentes dos estaduais acabam por ter recursos limitados, prejudicando sua competitividade ao longo da temporada. Ele questiona se um investimento maior desde o início do ano não poderia mudar o cenário, levando times como o Fortaleza a conquistar títulos mais expressivos.
Redefinindo o Calendário Esportivo
Diante da necessidade de investimentos contínuos e do apertado calendário, Amir defende a extinção dos estaduais como forma de permitir que os clubes recebam mais recursos desde o início do ano. Ele propõe novas formas de competição que poderiam substituir esses torneios regionais, visando uma distribuição mais equitativa de recursos e oportunidades para os times. A sugestão de um Brasileirão unificado, nos moldes europeus, sem regionalizações, é apresentada como uma alternativa viável e mais alinhada com as demandas atuais do cenário esportivo.
Em suma, as críticas de Amir Somoggi apontam não apenas para a necessidade de repensar a relevância e rentabilidade dos campeonatos estaduais, mas também para a urgência de reformulações estruturais que possam promover maior equidade e competitividade no futebol brasileiro.