Deputado Marcel van Hattem desafia diretor-geral da PF em meio a acusações
Deputado federal confronta autoridades em sessão da CCJ e reafirma acusações contra delegado.
O deputado federal Marcel van Hattem, do Novo-RS, esteve no centro de uma polêmica durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJ). Na presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Van Hattem reiterou suas acusações contra o delegado Fábio Schor.
Acusações
O parlamentar acusou Schor de elaborar "relatórios fraudulentos" contra Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro que foi detido entre fevereiro e agosto. Além disso, Van Hattem afirmou estar sofrendo "perseguição política", especialmente após ter sido indiciado recentemente.
De forma desafiadora, o deputado declarou: "Se é entendimento que eu estou cometendo um crime contra a honra, por que o diretor-geral da PF, presente aqui, não me prende agora? Em flagrante delito, se é um crime, que me prenda!".
O indiciamento de Van Hattem ocorreu devido a um discurso feito na Câmara em agosto, no qual ele expôs a foto do delegado Schor e o acusou de produzir relatórios fraudulentos, tema também abordado durante a sessão.
Reações
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, defendeu Van Hattem publicamente, criticando o indiciamento e ressaltando a inviolabilidade da tribuna parlamentar. Lira afirmou que a voz dos deputados representa a voz do povo e não pode ser silenciada.
Por outro lado, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, optou por não responder às acusações do parlamentar durante a sessão da CCJ. Van Hattem, diante do silêncio de Rodrigues, o acusou de prevaricação por não tê-lo prendido, considerando isso um crime contra a honra.
O ministro Lewandowski saiu em defesa de Rodrigues, destacando que não pode ser admitido esse tipo de comportamento. Em uma reunião com jornalistas, Rodrigues comentou as declarações de Lira, ressaltando que não há uma "imunidade absoluta" para cometer crimes, e que é preciso diferenciar entre liberdade de expressão e prática criminosa.
Diante do impasse e das acusações mútuas, a situação envolvendo Van Hattem, o delegado Schor e as autoridades da PF promete continuar gerando controvérsias e debates acalorados nos meios políticos e jurídicos do país.