Virtus in medio est

Meus versos sem facúndia, sem apostasia,
Navegam no oceano sem cataclismo,
Não suponho que tenha algum malabarismo,
Sem o literalismo, engodo e hipocondria.
Minha idiossincrasia não burla a poesia,
Não flerto co’absurdo nem sustento o orfismo,
A exacerbação não me visga o organismo,
Sem exegese alguma a tolher-me a alegria.
Não sou Armengador de poesias apócrifas,
Nem me valho de res ambições apógrafas,
Preciso só do simples dom que me reveste…
Não sou prolixo e corro de blaterações,
Para equilibrar muito bem as emoções,
Disse Santo Agostinho: “Virtus in medio est.”*
*A virtude está no meio
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