Arquivo Pessoal

Mozaniel Almeida

Piauiense de coração e alma, contador de causos por vocação e técnico em Agrimensura por formação. Vive em Aracaju desde 1989, onde segue espalhando seu bom humor e amor pela terra natal. Autor do livro É Causo? Deixa que eu conto, também participou de obras coletivas. Não é poeta nem filósofo — é só um cabra arretado que gosta de contar histórias.

👁️ 138.520 visualizações totais | 📝 548 postagens publicadas

Vamos ao Brega?

Vamos ao Brega?
Vamos ao Brega? (Foto: Gerado por IA)

Vamos ao Brega?

    Calma e muita calma nestas horas! Isso não é um convite explícito in loco, mas tão somente um chamamento para o conhecimento da palavra “Brega”, que em boa parte do Nordeste é sinônimo de meretrício. O que quase ninguém sabe é como surgiu tal denominação.

    Eu conheço São Luiz do Maranhão desde meados da década de 70, contudo não mais que qualquer turista de final de semanas. Conheci mais as Praias do Olho D’água, do Lençol e o centro histórico. Também nunca passei nem perto do lugar de onde vou falar, embora o conheça por informações, que podem ser destorcidas.

    O baixo meretrício em São Luís do Maranhão estava encravado no que se chama hoje de Centro Histórico. Nos sobrados e casarões coloniais das Ruas Vinte e Oito de julho, Rua da Palma e outras. Conta-se que por lá existia exatamente na década de 70, um ambiente por demais frequentado e conhecido como o BAR DO NÓBREGA. Quando alguém convidava outro para ir ao Bar do Nóbrega, isso era dito à meia voz, pois a suspeita de outros eventos não seriam descartados.

    O tempo não poupa ninguém, nem a nada, assim foi que, as letras da placa do bar foram caindo pela ordem, sem que o Nóbrega se importasse com o fato, até que sobrou apena: BREGA. Ora, isso foi a salvação de muita gente, pois dali em diante passaram a chamar pelo que restara, até para despistar as mulheres. Muito melhor ainda para o proprietário que ficou conhecido não apenas em São Luís, como de mundo afora. Só que como diz o velho bordão: A Justiça anda a cavalo. Não atola, não dá prego. Em questão de pouco tempo, o que era só um estabelecimento comercial, virou sinônimo de uma zona inteira.

    Eu sei e quem souber que conte outra!

Confira outros artigos do blog Mozaniel Almeida

Os blogueiros são responsáveis pelos seus próprios textos, a linha partidária e linguística do autor não condiz necessariamente com a do portal ROTA343. Cada colunista tem liberdade para escrever, respeitando os direitos, deveres e regras de cordialidade exigidas pela empresa.

Divulgue seu negócio e venha fazer sucesso junto com o ROTA343. Clique aqui e entre em contato conosco!

Gostou? Compartilhe!