Cai o pano

Foi sem querer que a vi sair do banho,
Vindo apressada pelo corredor,
Meu coração caindo em estertor,
Com um susto daqueles, sem tamanho.
.
Eis que a pele prateada como estanho,
Descortinou-se em máximo esplendor,
Ao cair-lhe a toalha e seu pavor,
Expondo o delicado e lindo lanho.
.
Fiiquei ali perdido, sem ação
Diante d'alguns segundos de emoção
E o coração aos pulos de furor.
.
Quando com voz melífera e enleio,
Pediu-me a homiziar tão belos seios:
- “Pega a toalha pra mim, por favor.”
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