Arquivo Pessoal

Mozaniel Almeida

Piauiense de coração e alma, contador de causos por vocação e técnico em Agrimensura por formação. Vive em Aracaju desde 1989, onde segue espalhando seu bom humor e amor pela terra natal. Autor do livro É Causo? Deixa que eu conto, também participou de obras coletivas. Não é poeta nem filósofo — é só um cabra arretado que gosta de contar histórias.

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Soneto das 18 horas

Soneto das 18 horas
Soneto das 18 horas (Foto: Gerado por IA)

Soneto das 18 horas

                                 Ao amigo Raimundo Soares

                                            (In memoriam)

Blém, blém, blém, blém... bem longe chora o sino,

Em sons derrama as mágoas de meu ser,

Água lenta dos olhos a correr,

Deste manancial de meu destino.

.

Vejo o sol nascer desde pequenino

E se desloca para o anoitecer,

Mas nada muda aqui, dá pra antever

Cada corda quebrada do violino.

.

Ontem uma quebrou, partirá outra 

Amanhã, sem vestígio algum de afouta,

Dilacerada minha alma arrefece...

.

Em cada amigo morto eu morro um pouco,

Enquanto o violino fica rouco

E o silêncio do nada recrudece.

        

                                  

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