Panda mia

Negra, de porte médio e, olhos atentos,
Não sei se inteligência, ou intuição,
Mas nos mostrava tanto amor no coração,
Atenta sempre aos nossos simples movimentos.
.
Sem raça definida, também sem lamentos,
Impressionava pela apurada audição,
Com três latidos para a comunicação,
Com certeza sabia ler nossos pensamentos.
.
Um dia, ela fugiu rumo à grande avenida,
Nós a fomos buscar, já estava sem vida,
Estática, caída sobre o próprio sangue.
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Panda, mia tão saudosa e bonita cadela,
Ainda hoje sentimos nós saudades dela,
Enterramos-na ali, junto à beira do mangue.
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