Os sinos e o sineiro

Sua o sineiro enquanto os sinos soam,
No vai e vem da corda dos badalos,
Soam e, suam, as mãos cheias de calos,
Enquanto as andorinhas no céu voam.
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Os sinos e o sineiro choram, troam,
Na sucessão de sons sem intervalos,
Soam e suam nos mágicos embalos,
Enquanto os querubins cantos entoam.
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Na sagrada labuta a torre soa,
E ao peso laboral desacorçoa,
No Ângelo às seis da tarde na capela.
.
Também, cá, em meu peito tem um sino,
Suo eu e, ele soa em desatino,
Eu suo pela saudade vindo dela.
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