O vaqueiro

Montado de gibão e de perneira,
No lombo do cavalo Ventania,
Na poeira, ou na chuva que chovia,
Na lama, no cascalho, ou na pedreira.
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Um bravo da caatinga brasileira,
Na captura do boi, quer seja noite, ou dia,
O triste aboio é sua cantoria,
Entre o mandacaru e a catingueira…
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Atrás do barbatão vara a Jurema
Preta, vence o calor e a dor suprema,
Vence o perigo sem mas , ou porém…
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Cabra da peste em pleno sol a pino!
Não troco o meu vaqueiro nordestino,
Por Dom Quixote, ou El Cid de ninguém.
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