Arquivo Pessoal

Mozaniel Almeida

Piauiense de coração e alma, contador de causos por vocação e técnico em Agrimensura por formação. Vive em Aracaju desde 1989, onde segue espalhando seu bom humor e amor pela terra natal. Autor do livro É Causo? Deixa que eu conto, também participou de obras coletivas. Não é poeta nem filósofo — é só um cabra arretado que gosta de contar histórias.

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O Telegrama

O Telegrama
O Telegrama (Foto: Gerado por IA)

    O aplicativo de celular Telegram foi alvo de invasão, ou melhor, violação por parte de um jornalista gringo e deu uma bronca danada na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

    Para os mais jovens, que não sabem disso, já tivemos no Brasil o Telegrama, um serviço de correspondência expressa, de formato curto, que era prestado pelos Correios, e por isso era chamado de Empresa de Correios e Telégrafos, (E.C.T.).  

    Era um serviço caro, pois se pagava por cada palavra, por isso, as pessoas economizavam, subtraído termos que não prejudicassem o sentido da mensagem. Se alguém mandava um baú de livros para outra cidade pelo trem, por exemplo, o destinatário, ao receber, respondia com um telegrama curto:

    - "Recebi encomenda Reffesa, obrigado”. 

    Dito isso, "rumbora" ao que interessa: conta-se que uma família rica de Teresina tinha uma filha que estudava num colégio de freiras, em Fortaleza. Nesse colégio tinha um padre, professor de Matemática que não era flor que se chegasse. 

    Por esse tempo, existia uma empresa aérea de nome Côndor. Terminado o ano letivo, a moça fora reprovada e resolveu passar um telegrama, avisando a mãe, que iria retornar, para passar as férias em casa. Ela só não sabia era que a velha teria um AVC...

    Dizia o telegrama: "Mamãe, levei pau do Padre Paulo, sigo com dor"

    O telegrafista também merecia levar umas bordadas por ter separado o nome da empresa aérea..       

    São coisas da minha terra.

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