O jardineiro

Foste do meu jardim o primeiro botão
De flor, que por descaso abriu no lote alheio,
E assim, meu coração ficou partido ao meio,
E em meio a uma longa e cruel aflição.
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Despedaçada, um dia, de volta ao meu rincão,
Sem o mesmo perfume, murcha, sem enleio,
Sem apagar do seio antigo devaneio,
Mas aos meus olhos linda, sem comparação.
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O mundo é parafuso de rosca infinita,
Um dia qualquer, esbarram-se quem nele habita,
Para dirimir dúvidas e dissabores…
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O velho jardineiro, agora, experiente,
Não querendo arriscar a vida novamente,
Dedicava seu tempo a outras lindas flores.
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