O enterro

Estou a retornar do cemitério,
Onde fui enterrar mais um amigo,
Conduzi-lo ao seu último abrigo,
Dando continuidade a este mistério.
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Na epifania de um árduo saltério,
Que me fez contorcer até o umbigo,
Ao lamentar a perda no jazigo,
Vejo quão grave é este planisfério.
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Foi-se mais um que fez a minha vida
Esperançosa, utópica e florida,
Mas que murcho baixou à sepultura...
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Vão-se assim estes sonhos derradeiros…!
Um após outro e fico um pardieiro,
Caindo sob o peso da amargura.
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