O carteiro

Vinha sempre entre as nove horas e dez,
Era a sua passagem aguardada,
Com cartas da família, ou da amada,
Para nos afastar da lassidez.
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Encomendas trazia de quando em vez,
Para nossa alegria redobrada,
Mesmo andando a pé, sua grande jornada,
Nunca era impregnado de baldez.
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Era a era do amor e romantismo,
Na escrita não faltava arte e lirismo,
Dedicado às pessoas mui queridas.
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Agora, as greves vem pelo Natal,
Cobranças e não mais cartão postal
E não raro com datas já vencidas.
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