O amor

O amor é como o vento benfazejo,
Que embala do viajor o peito arfante,
Acalmando a ansiedade num instante,
Em que lembra da amada o doce beijo.
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Como o som do violino, ou som do arpejo,
Ao penetrar suave a alma infante,
Como o vento que empurra a vela a vante,
E faz brilhar o peito num lampejo.
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O amor não marca encontro nem local,
Não implora motivos nem aval
Nem pede permissão para atuar…
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Vem em nuvens suaves e expressivas,
É claro, meigo, não tem evasivas,
E qualquer coração pode mudar.
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