Nosso tempo

Nesses tempos de risos pranteados,
De murmúrios roucos e lacônicos,
Sentimentos nos moldes faraônicos,
Mas não passam de motes falseados.
.
Nesses templos de seres profanados,
De presságios res, olhos daltônicos,
De vísceras e estômagos agônicos,
De acabamentos rotos, malfadados.
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Nesses campos de sonsos espantalhos,
De ócios disfarsados de trabalhos,
Enquanto a gralha grasna alegres ais.
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O silêncio tolhe a voz da trécula,
A ventania espalha a fina fécula
E os corações lotam hospitais.
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