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João Batista de Araújo da Cruz: Com uma sólida formação acadêmica em Matemática e especializações em Matemática Financeira e Estatística Aplicada em Negócios,o professor João Batista promove análise política e econômica do Piauí e do Brasil.

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"Não sei que cultura tem na cabeça do prefeito”, dispara Salomão

Em sessão, Salomão acusa gestão de "penteado" e questiona modelo de governo de Reis

Na sessão da Câmara desta terça-feira (19), o vereador Salomão Holanda da Cléia não poupou a gestão do prefeito Antônio Reis (MDB). Com discurso afiado, disse que a política de limpeza pública e tapa-buracos segue a mesma cartilha de 20 anos atrás — crítica velada ao ex-prefeito Joel Rodrigues — e perpetuada até hoje por Reis. A ironia ficou clara quando afirmou que Floriano terá de aguentar “mais três anos” desse modelo, em alusão aos quase oito meses do atual, após a reeleição.

Salomão mirou na superficialidade das ações, classificando as medidas como um simples “penteado”: maquiagem que não resolve o problema real. Citou exemplos concretos: o Conjunto Antônio Guilherme ficou de fora do mutirão de limpeza, enquanto ruas centrais como Clementino Ribeiro, José Guimarães e Amarante não recebem manutenção desde outubro de 2024, situação que, segundo ele, escancara o descaso com o centro da cidade.

Na artilharia contra a pavimentação, reforçou a crítica mencionando um vídeo do colega Dessim (PP), que denunciava o abandono da entrada do Conjunto Aparecida Procópio, três anos sem operação tapa-buracos. Embora reconheça que a gestão realizou intervenção em julho de 2025, Salomão voltou à metáfora do “penteado”, acusando a Prefeitura de agir com meia-sola, deixando de fora vias adjacentes, como trechos da Rua Amarante e da José Guimarães, essa última próximo a loja de construção, além da entrada pela BR-230. próximo a sucata ou ferro velho.

Mas foi no tema sarjetas que Salomão mostrou sua cartada mais estratégica. Ele resgatou uma bandeira antiga: há 12 anos apresenta proposições para melhoria dessa estrutura, alegando que poderia gerar economia para os cofres públicos. Sem entrar nos cálculos, lançou uma estocada direta ao prefeito:

“Não sei que cultura tem na cabeça do prefeito”, disparou.

O movimento de Salomão não passou despercebido nos corredores da política local. A análise é que o vereador busca se firmar como porta-voz de pautas estruturais, explorando um tema "sem glamour" mas de grande peso técnico e impacto social.

Em termos de articulação, o discurso de Salomão é visto como uma tentativa de construir uma frente política unida. Conforme ele mesmo se colocou na tribuna, ele está se reposicionando como peça-chave no tabuleiro, e sua fala dura abre espaço para uma futura negociação com o Executivo.

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