Gula

O glutão pra comer não tem lugar nem hora,
Navegando no contra vento do jejum,
Predador feroz, come tudo de um em um,
Como se o mundo fosse se acabar agora.
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Assim, é quem da gula sofre, sem demora
Come até pedra, como se fosse comum,
Se “bestar”, come até sovaco de guaiamum,
Em tresloucada ância, o que vê, devora.
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Como se não bastasse ser pecado, é visto
A olho nu. Atrai os olhares e nisto
Se compromete mais ainda por ser feio…
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Muitos fazem da gula uma zona minada,
Não fogem dos problemas, não fogem de nada,
E acabam na ladeira tal carro sem freio.
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