Fulô do agreste

Cá por este abrasivo solo nordestino,
Onde no verão, nada escapa ao sofrimento,
Nada que se adquira como lenimento,
Tem poder de amainar o nosso sol a pino.
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Nascer neste chão não é questão de destino,
Nem ser predestinado ao intenso sofrimento,
Temos uma fulô com tal embelezamento,
A encantar os olhares não só do agrestino.
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Cá nesses brocotós, vemos grandes contrastes,
Que vão além dos trágicos às grandes artes,
Do ipê ao pau Brasil e ao velho mulungu…
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Temos o xique-xique com o som das chuvas,
Do abacaxi, melões a plantações de uvas,
E a linda fulô do áspero mandacaru!
Um Piauí Armengador de Versos
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