De olho no tabuleiro: Marden ensaia ida ao MDB para reforçar base
Com apoio do PSD, Marden prepara salto ao MDB e mira 2026 como jogada estratégica
Ao observar a cena política do Piauí, percebo que ela é movida por cálculos, ajustes e narrativas. No caso de Marden Menezes, suas trocas partidárias revelam como estratégia e sustentabilidade se entrelaçam no tabuleiro entre Piripiri e Floriano.
Nos bastidores, Marden Menezes parece jogar uma partida de xadrez em dois tabuleiros ao mesmo tempo – Piripiri e Floriano. O deputado, que já foi oposição por duas décadas, agora busca se reinventar como aliado estratégico do governador Rafael Fonteles, mesmo que isso lhe custe algumas pedradas no caminho.
Em Piripiri, sua terra natal, Marden carregou o peso da derrota do pai, o ex-prefeito Luiz Menezes, para a atual gestora Jôve Oliveira (PT). Aquele revés municipal ainda repercute. Hoje, o deputado se move no tabuleiro político em meio a migrações partidárias que revelam tanto desgaste quanto estratégia.
Já em Floriano, o cenário é outro. A cidade, que antes não era prioridade no mapa de Marden, tornou-se um reduto em construção. A ida do prefeito Antônio Reis para a base governista abriu uma avenida para que o deputado se apresentasse como articulador local, mesmo com a sombra do petista Marcus Kalume já ocupando o espaço de representante oficial. Em Floriano, Marden busca ser mais do que um aliado: quer ser reconhecido como peça-chave na engrenagem do governo.
A eventual migração do PSD para o MDB é tratada por ele como mero ajuste de rota, não como instabilidade. Para seus aliados, Marden vende a imagem de quem não salta de partido em partido por conveniência, mas por necessidade do jogo maior. “Não é pula-pula, é pragmatismo”, repete em conversas reservadas, tentando fixar a narrativa de que não se prende a siglas, mas às circunstâncias.
Entre Piripiri, onde o desafio é apagar o rastro do desgaste, e Floriano, onde a oportunidade é plantar influência, Marden Menezes se move como quem joga simultaneamente damas e xadrez. Cada lance precisa ser calculado: em um tabuleiro, evita o xeque-mate político; no outro, tenta coroar sua peça e ampliar o espaço.
No fim, a pergunta que ecoa entre aliados e adversários é se essa dança partidária o consolidará como homem do governo ou se deixará a imagem de quem trocou de tabuleiro tantas vezes que já não se sabe mais a cor das peças que defende.
Os blogueiros são responsáveis pelos seus próprios textos, a linha partidária e linguística do autor não condiz necessariamente com a do portal ROTA343. Cada colunista tem liberdade para escrever, respeitando os direitos, deveres e regras de cordialidade exigidas pela empresa.
Divulgue seu negócio e venha fazer sucesso junto com o ROTA343. Clique aqui e entre em contato conosco!






