Companheiro

Amigo, há quanto tempo eu não te vejo,
Confesso que não foi por culpa minha,
É que quando a tristeza se avizinha,
Trás consigo uma carga em sobejo.
.
Essa ausência contrária ao meu desejo,
Que para ti é causa comezinha,
Mas destas curtas asas de andorinha,
Sobram-me ainda espírito voejo.
.
Confiei a ti todos os segredos
Meus e meus íntimos enredos
Que originaram trevas ou alegrias.
.
És tu meu companheiro e confidente,
Eu não te esqueceria, é evidente:
-Bons dias, meu caderno de poesias!
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