Com Kalume e Fábio Novo, posse de Enofre vira ensaio para 2026 e 2028
Marcus Vinícius prestigia posse de Enofre Carvalho no comando do PT em Floriano
A posse de Enofre Carvalho no comando do PT de Floriano, no último dia 15, foi menos solenidade interna e mais ensaio de palco para disputas maiores. A eleição apertada – 54% a 46% – já mostrava divisão, mas a presença de Marcus Kalume e Fábio Novo na mesa de honra tratou de dar ao novo presidente o selo do diretório estadual.
O gesto não foi pequeno: sinalizou que, apesar do racha, Floriano não pode ser lido como foco de crise, mas sim como peça útil ao projeto petista em 2026. A narrativa de unidade forçada é agora um ativo obrigatório, mesmo que por trás das cortinas a militância siga dividida e desconfiada.
Mas o recado não parou em 2026. Para muitos, a posse marcou também o início da corrida pela sucessão municipal de 2028. Ao assumir, Enofre herdou não apenas o comando partidário, mas a missão de costurar pontes internas e acumular autoridade para influenciar quem enfrentará a máquina do PSD no próximo pleito.
O dilema é claro: se conseguir disciplinar o partido e integrar os derrotados, terá cacife para liderar. Caso contrário, o PT pode repetir velhas disputas fratricidas, que terminam sempre em presente eleitoral para os adversários.
Nos bastidores, a síntese foi mordaz: a eleição mostrou quem venceu, mas a posse mostrou quem tem o poder de legitimar o vencedor. Agora, Enofre terá de provar se transforma o título em liderança real – ou se ficará refém da própria festa de posse.
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