Arquivo morto

Hoje estive em visita a um velho arquivo
De memórias débeis, esquecidas,
Extratos, cartas, contas esmaecidas,
Tudo muito mais morto do que vivo.
.
Tudo passara aqui por forte crivo,
No registro formal de tantas vidas,
São tantas experiências adquiridas,
Que ora jazem inertes no passivo.
.
Com os olhos fixados no portão,
A espera que sufoca o coração,
Duma ingrata visita que não vem…
.
Do asilo lhes fizeram exilados,
Dos lares construídos deportados,
Como se não tivessem mais ninguém.
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