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No Radar

João Batista de Araújo da Cruz: Com uma sólida formação acadêmica em Matemática e especializações em Matemática Financeira e Estatística Aplicada em Negócios,o professor João Batista promove análise política e econômica do Piauí e do Brasil.

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Antônio Reis e o jogo político que ninguém pediu, mas todos jogam

Kassab no Piauí: Lançamento de Júlio César ao Senado em 2026 Agita Cenário Político

Se você, eleitor médio, ainda tá tentando entender quem é aliado de quem, relaxa. Nem os próprios partidos sabem direito — e tá tudo bem, porque política no Brasil virou mais uma dança do que uma disputa. E a coreografia tem três passos básicos: sobrevivência, conveniência e marketing de estabilidade.

Agora em julho, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab — sim, aquele que já foi tudo com todo mundo — desembarca no Piauí pra reforçar a aliança com o PT do governador Rafael Fonteles. E qual o objetivo? Lançar dois senadores na chapa: o senador Marcelo Castro (MDB) , que tenta a reeleição, e o deputado Júlio César (PSD), aquele que só troca de cadeira, nunca de sala.

Enquanto isso, o PP, que no Piauí é oposição ao governador, ensaia um número de mágica: seu ex-filiado, Marden Meneses, trocou de legenda e vai se filiar ao PSD, sob os holofotes de um evento em Teresina, onde o prefeito de Floriano já confirmou presença com direito a caravana e bandeira nova. Detalhe: o vice do prefeito de Floriano é do PP. Entendeu? Nem precisa. O jogo é esse mesmo.

Lá em Brasília, Kassab também está com a agenda cheia: recebeu medalha das mãos de Bolsonaro e posou sorridente com o rótulo “aliado moderado”. É o mesmo PSD que tem ministério no governo Lula, comanda a Secretaria de Governo de São Paulo e conversa com Tarcísio sobre eleições 2026,. Alguém anota aí: "centro" virou o novo Wi-Fi da política — todo mundo quer estar conectado.

E sabe por quê? Porque o eleitor, cansado de gritar “mito!” ou “fora genocida!”, tá pedindo sossego, gasolina a preço humano e uma política que pareça menos com Twitter e mais com conversa de gente grande.

No fim das contas, partidos como PP e PSD descobriram que ideologia atrapalha a governabilidade, que aliança nacional não precisa combinar com aliança estadual, e que no município vale tudo — desde que garanta a obra, a emenda e o cafezinho no gabinete.

Como bem diria um velho conhecido da política: “não existe incoerência, existe estratégia”. Ou como a gente prefere chamar: o velho centrão de guerra, agora com filtro de Instagram e discurso de sustentabilidade institucional.

Fica a dica: não pergunte quem está com quem. Pergunte quem ainda está sem cargo. Porque no Brasil, meu caro, o partido é só o nome da festa — o que vale é a lista VIP. 

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