Dulce e Dadá, a menina e a leoa

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Dulce e Dadá, a menina e a leoa
Dulce e Dadá, a menina e a leoa (Foto: gerado por IA)

DULCE E DADÁ A MENINA E A LEOA

Escutem bem a história

Que vou contar-lhes em versos

De duas mulheres distintas

Com destinos bem diversos

Uma pegou em armas

Outra seguiu rumo inverso

Dadá do cangaço era

Mulher de fibra e coragem

Enfrentava a polícia

Com bravura selvagem

Não temia a morte

Nem qualquer desvantagem

Com revólver na cintura

Um punhal sempre à mão

Dadá não se rendia

Lutava com o coração

Sua força virou lenda

Nas profundezas do sertão

Já Dulce era pequena

De jeito meigo e singelo

Sabia que pra viver

Tinha que ser como um elo

Submissa e obediente

Nunca teve um parabélum

Duas formas de luta

No mesmo chão nordestino

Uma com armas de fogo

Outra com seu jeito fino

Cada qual sempre encontrou

Seu próprio jeito e caminho

Dadá quase morreu lutando

Com honra e valentia

Dulce sobreviveu

Com sua sabedoria

Duas mulheres fortes

Cada uma à sua franquia

No sertão daquela lida

Cada uma com sua sina

Umas lutaram com armas

Outras com disciplina

Mas todas são guerreiras

Seja a leoa ou a menina

Os versos em estilo Cordel faz parte da Introdução do próximo volume da trilogia A Era Lampiônica do Cangaço que será lançado em novembro ou dezembro de 2026 pelo autor Abdias Castro.