Amor do passado

Este amor que se esvai por entre dedos,
Como se esvai a nuvem em fortes ventos,
Lufadas que arrebentam cata-ventos,
Águas que se debatem nos rochedos.
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Este amor que flutuava sem segredos
E padece por falta de unguentos,
Sem amparo para tantos ferimentos,
Um dia já desbancou traumas e medos.
.
Quem já foi no passado tão seguro
E decantava árias, auguro,
Ora anda como cobra no deserto...
.
Esconde-se no árido subsolo,
Levando em seu bornal a tiracolo,
Angústias, peçonhas, rumo incerto.
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