Alô

Quando fico a esperar tua ligação,
Nos instantes sombrios do meu quarto,
De saudades meu peito já está farto,
E sem controle fica a emoção.
Alô, onde estás? Tenho a intenção
De perguntar. Não vês? Quase me mato!
São tantas as saudades que, de fato,
Embargam-me a total respiração.
Alô! Estamos, próximos das vinte
E quatro horas e a dor vem com requinte,
Dizer-me que, hoje, não verei teu rosto…
Eu que tanto te quis o dia inteiro,
Vou dormir abraçando o travesseiro,
Tentando digerir esse desgosto.
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