Arquivo Pessoal

Mozaniel Almeida

Piauiense de coração e alma, contador de causos por vocação e técnico em Agrimensura por formação. Vive em Aracaju desde 1989, onde segue espalhando seu bom humor e amor pela terra natal. Autor do livro É Causo? Deixa que eu conto, também participou de obras coletivas. Não é poeta nem filósofo — é só um cabra arretado que gosta de contar histórias.

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A morte do poeta

A morte do poeta
A morte do poeta (Foto: Gerado por IA)

Quando morre um poeta nordestino,

Nasce um pé de facheiro no sertão,

Em som de chuva trova o coração,

Homenageando o bardo e seu destino.

.

Poeta neste chão vem de menino,

Variando a rima igual camaleão,

Mimetizar é sua devoção ,

Indo de bombardão a violino.

.

Quando morre um poeta em meu torrão,

Sabiá desatina de emoção,

Assum preto em seu belo canto aferra…

.

Esturrica no chão mandacaru,

Chora na caatinga o pé de umbu

E nasce um novo ipê ao pé da serra

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