A morte do poeta

Quando morre um poeta nordestino,
Nasce um pé de facheiro no sertão,
Em som de chuva trova o coração,
Homenageando o bardo e seu destino.
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Poeta neste chão vem de menino,
Variando a rima igual camaleão,
Mimetizar é sua devoção ,
Indo de bombardão a violino.
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Quando morre um poeta em meu torrão,
Sabiá desatina de emoção,
Assum preto em seu belo canto aferra…
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Esturrica no chão mandacaru,
Chora na caatinga o pé de umbu
E nasce um novo ipê ao pé da serra
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