A força invisível

Feita de fogo e silêncio contido,
Mulher é verso não lido,
É grito preso na garganta,
Mas que o tempo agora canta.
Já foi chamada de frágil, vaidosa,
Mas é muralha e mariposa,
Sabe ser ferro quando precisa,
E perfume quando suaviza.
Traz no peito a dor do mundo,
E um amor tão profundo
Que, mesmo ferida, ainda acolhe
E no perdão se reconstrói.
Mulher é farol e ferida,
É mãe, amante, é vida.
É a voz da criação inteira,
A primeira e a derradeira.
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