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No Radar

João Batista de Araújo da Cruz: Com uma sólida formação acadêmica em Matemática e especializações em Matemática Financeira e Estatística Aplicada em Negócios,o professor João Batista promove análise política e econômica do Piauí e do Brasil.

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O drama da Família Firmino e os reposicionamentos para 2026

O pragmatismo de Bárbara garantiu espaço na máquina pública
Deputada Bárbara do Firmino
Deputada Bárbara do Firmino (Foto: Instagram)

A política piauiense nunca decepciona quando o assunto é reviravolta e drama familiar. A disputa entre as irmãs Cristina Soares e a deputada Bárbara do Firmino transformou um simples desentendimento doméstico em um roteiro digno de “The Crown”. O embate vai além de chaves trocadas e acusações nas redes sociais – trata-se de uma batalha pelo legado do ex-prefeito Firmino Filho e pela sua influência nas eleições de 2026. Enquanto Bárbara rompeu com o PP e se alinhou ao governo Rafael Fonteles, Cristina manteve o discurso de fidelidade aos princípios do pai, acusando a irmã de oportunismo político. No meio desse fogo cruzado, a imagem da família Firmino, outrora símbolo de força eleitoral em Teresina, entra em colapso público.

O Progressistas, já fragilizado pela perda de quadros, vê no racha da família Firmino um reflexo da sua própria crise. Bárbara, ao lado de Marden Menezes e Dr. Thales Coelho, aderiu ao governo estadual, num movimento que desestrutura a oposição e fortalece Fonteles para 2026. Porém, a parlamentar precisa provar que sua mudança foi estratégica e não apenas um salto para o lado vencedor. Se por um lado o pragmatismo pode garantir espaço na máquina pública e pavimentar novos caminhos, por outro, a sombra de Firmino Filho ainda pesa sobre seu nome. A disputa familiar transformou-se em um duelo de narrativas: enquanto Bárbara busca se consolidar como peça-chave da base governista, Cristina resgata o discurso do “legado traído” para alimentar a insatisfação dos órfãos do ex-prefeito.

Se Bárbara acertou ao mudar de lado, só o tempo dirá. Se conseguir se firmar no grupo governista, pode garantir uma trajetória promissora, com chances de voos mais altos na política estadual. Mas se o eleitorado enxergar sua movimentação como mera conveniência, pode se tornar apenas mais um exemplo de político que trocou capital político por migalhas de poder. No fim, a história pode repetir uma velha lição da política: quem trai hoje, pode ser traído amanhã.

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