A cigarra

A cigarra ao deixar o exoesqueleto,
Agarrado na casca da madeira,
Ensaia uma sonata de maneira
Compreendida apenas no idioleto.
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Para construir, quem sabe, um dueto,
Teria que arranjar uma companheira,
Que pudesse cantar a noite inteira,
Compondo assim um novo minueto.
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Pensam alguns que a exúvia é mortalha,
Que a cigarra cantara até morrer,
Que a vida é feita para quem trabalha.
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Não vamos tanto a terra nem ao mar,
Ao escravo ninguém vai socorrer,
Eu prefiro, viver, beber, cantar.
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